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Dicas para pedalar no frio

Pedalar no frio é muito legal e pode gerar momentos épicos e memoráveis, desde que estejamos bem equipados! Para um passeio confortável de bicicleta, sem a necessidade de cuidados especiais, consideramos a temperatura ambiente acima de 20 graus. Abaixo dela, e em algumas condições específicas, nosso “pedal” precisa de alguns cuidados que vão de um simples colete do tipo “corta-vento” até roupas mais específicas e “pesadas”.

A sensação térmica é muito subjetiva e pessoal e é comum encontrarmos ciclistas “só de camiseta” com 10 graus de temperatura, bem como outros “super agasalhados” com 18 graus de temperatura. A regra geral deve ser sempre o conforto e o bom senso!

Uma vantagem do inverno são as temperaturas mais amenas durante o dia, menos umidade e a ausência daquele “sol escaldante” para o pedal! Mas como desvantagens temos a falta de chuvas que, aliada ao chamado “efeito estufa” e condições de poluição atmosférica dos grandes centros urbanos, faz com que a qualidade do ar piore consideravelmente, muitas vezes até não sendo indicado exercícios ao ar livre. E nestas condições podemos sempre realizar o “ciclismo indoor”. O importante é não parar de pedalar!

Atualmente, temos uma grande variedade de equipamentos e acessórios que tornam o ato de pedalar em baixas temperaturas tão bom quanto no calor. São os chamados “equipamentos e roupas técnicas”. Mas tome cuidado: por serem equipamentos específicos, muitas vezes os preços atingem as alturas!

Um erro muito comum é o uso do famoso moletom com camisa de algodão. Eles acumulam muita umidade produzida pela corpo e demoram a secar, o que pode causar assaduras, micoses e resfriado, devido ao contato constante com a roupa molhada de suor.

Roupas para o frio

Nas baixas temperaturas, o mais importante é se vestir “em camadas”, como uma cebola. Quando iniciamos a pedalada estamos “frios” e sentimos mais a necessidade de estarmos agasalhados. À medida em que vamos nos aquecendo, começamos até a sentir calor, e as camadas de roupas podem ser removidas aos poucos. Portanto, não adianta usar somente uma camiseta e um casaco pesado.

O ideal, então, é usar como “primeira pele” uma camiseta ou camisa do tipo “dry fit”, que absorve e expele o suor, um agasalho leve para aquecer. Neste tipo de agasalho, encontramos várias espessuras, que podem “segurar” tanto uma temperatura amena de uma manhã de outono, até quase um “frio polar”. Opte sempre pelo meio-termo. Por fim, um colete ou jaqueta do tipo “corta-vento”, de preferência impermeável. O importante é sempre manter a área do peito aquecida e protegida, para evitar problemas respiratórios.

Dependendo da temperatura, podemos utilizar gorros, toucas térmicas e até balaclavas. É muito importante proteger a região da cabeça, uma vez que ela é a grande responsável pela perda de energia térmica.

Preparados para o frio e chuva

Além dessas dicas, ainda há os chamados “tecidos inteligentes”. Os mais comuns nas lojas são os do tipo “termodry”, “coolmax”, “goretex” e “dryfit”.

Além de tudo isto, ainda temos os tradicionais “manguitos” e “pernitos”, que são peças exclusivas para serem vestidas nas pernas e braços, como se fossem “grandes meias”. A vantagem deste equipamento é que ele é fácil de tirar e guardar. Geralmente eles também são feitos nos materiais mencionados acima, pois sua função é a de aquecer.Existe uma diferença entre o vestuário para aquecimento e o vestuário para proteção contra o vento. O ideal é compor o visual pensando nas duas situações.

No quesito calças, o ideal é usarmos a bermuda de ciclismo com os “pernitos”. Se a temperatura estiver muito baixa, podemos usar calças compridas do tipo “segunda pele”, com a bermuda de ciclismo por cima. Dependendo da temperatura, podemos usar o “overshoe” (ou cobre-sapatos), uma espécie de grande meias sem sola colocada sobre as sapatilhas, fazendo a ligação dos pés com as pernas, uma área geralmente descoberta e muito sensível.

Devemos nos lembrar também de usar protetor labial e, em pedaladas mais longas, colírios e/ou soro fisiológico para manter os olhos livres de ressecamento. E lembre-se sempre de retirar toda a roupa úmida e suja imediatamente após a pedalada.

Preparação

Estou vestido, preparado e equipado para o pedal. Agora então é só pedalar. Não! No inverno, a necessidade do alongamento e aquecimento prévio é bem maior! Devemos prolongar o tempo do alongamento, e não a intensidade dos movimentos, aquecendo também as mãos e os pés.

Inicie com um pedal leve e, se possível, com a rotação bem elevada (acima de 90 RPM), utilizando uma marcha bem leve. Faça isto por 5 a 10 minutos. Lembre-se também de “desaquecer”, fazendo a mesma coisa ao final do pedal.

Mantenha sua hidratação sem alterações, com um gole generoso a cada 30 minutos, mesmo sem vontade de beber. Se o pedal for longo, aumente em cerca de 1/3 o que costuma levar para comer, pois no inverno costumamos sentir mais fome. Evite sair no início da manhã, quando as temperaturas ainda estão muito baixas, e durante a noite. O período mais propício para o pedal nestas condições é na hora do almoço, até o meio da tarde, para os que puderem.

Abaixo segue uma sugestão de equipamentos x temperatura:

– Frio Intenso (abaixo de 10 graus): segunda pele técnica com manga longa, camisa de ciclismo (se possível também de manga longa), blusa técnica (do tipo “fleece”), colete ou jaqueta “corta-vento”, calça térmica, bermuda de ciclismo, gorro ou balaclavas, luvas fechadas sobre luvas térmicas e over-shoes.

– Frio (entre 10 e 12 graus): segunda pele técnica com manga longa (ou manguitos), camisa de ciclismo (se possível também de manga longa), colete ou jaqueta “corta-vento”, calça térmica ou “pernito”, bermuda de ciclismo, gorro e luvas fechadas .

– Frio moderado (entre 13 e 17 graus): Camisa de ciclismo (se possível também de manga longa), jaqueta “corta-vento”, “pernito”, bermuda de ciclismo e luvas fechadas . Para os mais calorentos, aqui já podemos utilizar somente a bermuda. Para os mais sensíveis, podemos continuar utilizando o gorro.

– Frio Ameno (entre 18 e 20 graus): Camiseta de ciclismo, manguitos, luvas fechadas, bermuda de ciclismo e colete “corta vento”. Os manguitos podem ser substituidos por uma camisa de ciclismo de manda longa. A desvantagem é que ao aquecermos não podemos retirar a camisa como fazemos com os manguitos, se for o caso.

 

Fonte: Eu vou de Bike

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Segurança no pedal: Itens indispensáveis para qualquer ciclista

Todo ciclista responsável sabe que uma coisa é imprescindível durante o pedal, seja na cidade ou em outro terreno: segurança. Com cada vez mais ciclistas nas ruas, seja indo ao trabalho ou pedalando por lazer, é preciso pensar em como pedalar de forma segura para curtir o momento sem preocupações.

Por isso, além de entender dos códigos de trânsito e não pedalar na contramão, é necessário investir em alguns itens que são indispensáveis durante a sua pedalada. Capacete, luvas e farol, por exemplo, são alguns que não podem faltar quando sair com sua bicicleta

Proteção e segurança

Primordial para qualquer saída com a bicicleta, o capacete pode salvar, literalmente, a vida do ciclista. Diminui o impacto de possíveis quedas, protegendo sua cabeça. E, embora não seja obrigatório no Brasil, é mais do que recomendado!

Produzidos em moldes de policarbonato e muito resistentes, promovem conforto e qualidade para você pedalar tranquilamente.

Para ver e ser visto

Lição número 1 do pedal: iluminação é fundamental para o seu pedal, seja para você enxergar melhor e também para que outros ciclistas, pedestres e, principalmente, motoristas possam ver você, principalmente durante a noite.

Liberdade e tranquilidade

Quem pedala na cidade fica sempre com uma pulga atrás da orelha quando vai a certos lugares. Infelizmente no Brasil não são todos os lugares que contam com bicicletários ou com uma estrutura apropriada para receber a bicicleta – embora isso esteja mudando aos poucos.

Por este motivo, contar com um cadeado resistente e de fácil manuseio é importantíssimo para o ciclista! Não abra mão desta tranquilidade e da liberdade que ele pode oferecer.

Luvas

Outro item que, se você ainda não tem, precisa começar a pensar seriamente é um bom par de luvas. Importantíssimas durante o pedal, as luvas de ciclismo ajudam a proteger as mãos em caso de queda e, ao mesmo tempo, contribuem para o aumento de performance, assim como oferecem conforto e aderência ao guidão na pilotagem.

Vale lembrar que luva é igual tênis: possui diferentes tamanhos. Por isso, é essencial encontrar uma luva que seja do tamanho certo, de acordo com a sua mão.

Bomba de mão

Outro item que não pode faltar no seu kit pedal é a bomba de mão, já que é leve e pode ser carregada por qualquer lugar, ajudando o ciclista na hora da necessidade, para calibrar os pneus.

Uma dica é a Bomba Blackburn Mammoth, com exclusiva tecnologia de bico inteligente AnyValve, que detecta automaticamente o tipo de válvula conectada – Presta, Schrader ou Dunlop.

Com ótima performance, principalmente para pneus de MTB, mas, também para bikes de lazer e urbanas, possui preço bem competitivo, trava e tampa anti-sujeira, corpo de alumínio e alça de empunhadura ergonômica.

Kit remendo

Mesmo com uma boa bomba de mão, às vezes, durante o pedal pode acontecer alguns contratempos, como pequenos furos na câmara. Quem nunca passou por uma situação como esta e precisou empurrar a bicicleta? Isso pede uma outra solução para continuar a curtir o passeio: um kit remendo.

Com aplicação fácil e prática, é perfeito para situações de emergência. Basta lixar a área em torno do furo que será remendado, limpar o resíduo com um leve sopro, aplicar o adesivo e pressioná-lo por, ao menos, um minuto e pronto.

Canivete multifunção

Se você precisa realizar outros tipos de reparos, como ajustes de freio e correntes, por exemplo, você precisa de um canivete multifuncional. Uma ferramenta completa que combina tecnologia com uma gama completa de ferramentas de emergência.

Prático, leve e com alta durabilidade ele possui as principais e mais importantes chaves para ajustes rápidos e consertos emergenciais.

Paralamas dianteiro e traseiro

Engana-se quem pensa que os paralamas prejudicam o desempenho durante o pedal. Importante para proteger o ciclista e a própria bicicleta da sujeira, lama, terra e água, eles contribuem para que a lubrificação da corrente dure mais.

Tendo essas dicas em mente, agora é só aproveitar bem o pedal!

Por Seppia – Editado

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Ciclismo para idosos: fique por dentro dos benefícios dessa prática

Pessoas com mais idade precisam de uma forma segura e saudável para realizar um exercício físico. Com o passar dos anos, os ossos tornam-se frágeis, a massa muscular diminui, e, portanto, é necessário encontrar uma atividade física que consiga restaurar um pouco da força, mas sem ser um peso excessivo para as articulações. O ciclismo, sem dúvidas, oferece uma boa alternativa para isso, pois é um exercício completo e cheio de benefícios adicionais para a saúde.

A seguir listamos algumas grandes vantagens do ciclismo para melhor idade e os seus benefícios para uma vida saudável e feliz.

Benefícios do ciclismo para idosos

Um dos maiores benefícios do esporte é a redução do risco de acidente vascular cerebral, pois pedalar aumenta a frequência cardíaca e controla a queda de pressão arterial. Além disso, andar de bicicleta reduz significativamente os níveis de colesterol LDL, fazendo com que os vasos sanguíneos se mantenham saudáveis.

Sentar-se apropriadamente na bicicleta, com o tronco inclinado para a frente, faz com que os músculos das costas fiquem tensos. Então, é necessário manter uma boa postura. Além disso, os movimentos regulares das pernas ajudam a fortalecer a região lombar e a prevenir o aparecimento de hérnia de disco.

Ao andar de bicicleta, as articulações do joelho ficam protegidas, já que de 70% a 80% do peso corporal fica concentrado no banco da bicicleta. Isto garante que as juntas ou as cartilagens irão suportar cargas elevadas.

O ciclismo para idosos é um exercício que pode evitar infecções e até câncer, porque estimula o bom funcionamento do sistema imunológico. É como se as células, que são responsáveis ​​pela defesa do organismo, estivessem dormindo e, logo ao começarem as primeiras pedaladas, acordassem de um sono profundo.

O cérebro é outro órgão que melhora graças ao ciclismo para idosos, isso porque o esporte ajuda na sua oxigenação, secretando mais hormônios de bem-estar.

Na área mental, uma redução nos sintomas de ansiedade foi observada com a atividade física regular e o aumento dos níveis de endorfinas, noradrenalina e serotonina – que resultam na estabilidade da mente e promovem um sono reparador.

Segurança

Da mesma forma do que em outras idades, é necessário ter alguns cuidados com a segurança do ciclismo para idosos. Antes de começar a praticar a atividade, é necessário conversar com o seu médico para realmente realizar uma avaliação de saúde. Outro ponto importante é o uso de equipamentos de segurança, como o capacete, joelheiras e cotoveleiras.

Apesar do ciclismo para melhor idade ser uma atividade mais leve do que o ciclismo tradicional, é importante conhecer os seus limites e nunca tentar suportar mais do que o seu corpo consegue. Por isso, 30 minutos diários podem ser suficientes para atingir bons resultados com o esporte.

Editado de Redação Doutíssima

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Quer mais tempo, dinheiro e saúde? Vá de bike

Estudo inédito aponta que ciclistas economizam até 451 reais ao mês, têm 90 minutos livres a mais por semana e são menos estressados.

Que diferença faria para você ter 451 reais a mais na conta todo fim do mês? Do que você abriria mão para ter 90 minutos livres a mais toda semana? Como ajudar a reduzir em até 10% as emissões de dióxido de carbono (CO2) na cidade de São Paulo? A resposta para estas perguntas é pedalável. Para milhões de paulistanos, deixar o carro em casa ou trocar o ônibus pela bicicleta oferece benefícios financeiros e mais tempo para o lazer – além dos ganhos para a saúde. Os dados fazem parte do estudo Impacto Social do Uso da Bicicleta em São Paulo, realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), com patrocínio do banco Itaú, que opera um dos sistemas de aluguel de bicicletas da capital.

O estudo é considerado inédito por mensurar pela primeira vez o impacto da bicicleta “como elemento transformador da realidade social em três áreas centrais (…) Meio Ambiente, Saúde e Economia”. Ele usa como base o conceito de viagens pedaláveis, ou seja, sem um alto grau de dificuldade para serem feitas de bike. São considerados pedaláveis os deslocamentos de até 8 km de distância realizados entre 6h e 20h por pessoas com até 50 anos. Segundo o documento, do total de viagens realizadas de ônibus diariamente em São Paulo, 38% delas poderiam ser feitas de bicicleta (aproximadamente 3 milhões de viagens por dia) por se encaixarem neste perfil acima. Já dos trajetos feitos de carro, 43% poderiam ser realizados sem dificuldade sobre duas rodas. “De acordo com essa perspectiva, 42% das viagens poderiam ser realizadas de bicicleta, sendo que mais de um terço do total de viagens seria facilmente pedalável”, diz o texto.

Para as pessoas cujos deslocamentos se enquadram nesse perfil, a economia mensal média seria de 138 reais para quem usa ônibus e 451 reais para que usa automóvel. Estes valores foram calculados com base no valor da tarifa à época do estudo (3,80 reais) multiplicada por 20 dias úteis, e do gasto mensal com automóvel no mesmo período.

Mas a economia financeira não é o único benefício. O estudo estipula que 45% das viagens feitas de ônibus que poderiam ser realizadas de bike (consideradas pedaláveis) seriam mais rápidas feitas sobre duas rodas. “Estas pessoas economizariam 19 minutos por dia”, diz o documento. Este tempo equivale a mais de seis horas livres por mês. Para as viagens pedaláveis de carro, 26% delas seriam mais rápidas de bike: economia de tempo diária de 9 minutos.

O analista de marketing Guilherme Henrique Cardoso, 28, foi radical, e em meados de 2017 vendeu seu carro. Com o dinheiro comprou uma bicicleta e passou a usá-la, junto com o transporte coletivo, para ir trabalhar no dia a dia. “Agora consigo usar a grana de combustível em outras coisas. No meu planejamento financeiro anual já não considero mais o IPVA, seguro e revisão… Vender o carro me deu uma chance de fazer algumas coisas que eu estava postergando: voltei a estudar e comecei a fazer terapia”, diz.

Alguns dos benefícios sentidos por Cardoso, no entanto, não cabem no bolso. “O grande ponto para mim é conseguir olhar ao meu redor e sair da redoma em que o carro te coloca. Hoje eu consigo ver a cidade, descobrir lugares e ver pessoas diferentes. Eu sempre chego mais feliz no trabalho, porque no tempo em que eu estaria parado no trânsito agora estou vendo um monte de coisa que não via”, afirma. O sentimento do jovem não é exceção entre ciclistas. De acordo com o relatório do Cebrap, quem vai de bicicleta fica stressado com menos frequência no deslocamento (14% ante 36% dos não ciclistas), sente menos desconforto (14% ante 35%) e sente mais prazer ao circular pela cidade (45% contra 18%).

O estudo afirma que ciclistas tendem a ter uma vivência mais positiva e intensa da cidade e dos espaços públicos. “Enquanto no grupo de ciclistas cerca de 80% vão, pelo menos uma vez ao mês, a parques, praças e feiras ao ar livre, na população paulistana,essa proporção não chega a 60%”, afirma. Além disso, “mais de 75% dos ciclistas costumam passear ou fazer atividades físicas em ruas ou bairros de que gostam. Entre os paulistanos,essa proporção não chega a 50%”.

Com relação ao sentimento de insegurança durante o deslocamento, ciclistas tendem a se sentir menos inseguros (48%) do que quem anda de carro ou ônibus (60%). O medo de acidentes de quem vai de bike, no entanto, é maior: 45% ante 41%.

O meio ambiente também agradece: se todas estas viagens pedaláveis fossem de fato feitas de bike haveria uma redução de 8% nas emissões de CO2 por parte dos ônibus e 10% dos automóveis, tendo em vista que a magrela não polui. Apesar de todos estes possíveis benefícios, apenas 2% do total de viagens em São Paulo são feitas de bicicleta. O ônibus é o modal favorito do paulistano, responsável por 38% dos itinerários.

Benefícios também para o patrão e para os cofres públicos

Se para o trabalhador o uso da bicicleta pode significar mais saúde, economia e tempo livre, o patrão também sai ganhando. Segundo o estudo, “há correlação entre tempo menor de viagem nos deslocamentos diários e aumento de produtividade”. Este aumento levaria a uma “redução do preço dos bens compostos, o que afetaria positivamente a renda regional real”. Com isso, as famílias “aumentam sua renda real, passando a dispor de maiores possibilidades de consumo”.

O relatório aponta que cada pessoa que deixa o carro para ir ao trabalho de bicicleta gastando menos tempo para isso representaria um incremento de 12 centavos por dia no Produto Interno Bruto Municipal. Já um usuário de ônibus que usa a bike para o trabalho aumentaria o PIB em 25 centavos por dia. No total, caso todas as pessoas que andam de ônibus ou carro e fazem trajetos inferiores a 8 km usassem a magrela gastando menos tempo, o incremento do PIB superaria 600 milhões de reais nos próximos três anos.

Além do PIB, o aumento de ciclistas também levaria a uma economia de 34 milhões de reais no Sistema Único de Saúde. Para chegar a esta conclusão, o estudo traçou um perfil das atividades físicas realizadas pelos ciclistas. Enquanto 48% deles são regularmente ativos, exercitando-se por ao menos 20 minutos ao dia três vezes por semana, este número cai para 17% entre os não ciclistas. Logo, caso a população em geral aderisse a este perfil ativo o número de doenças cardiovasculares e circulatórias cairia, provocando uma economia para os cofres públicos na área de Saúde.

O estudo conclui: “A bicicleta tem potencial para produzir impactos extremamente positivos para os habitantes individualmente, bem como para a cidade de modo geral. Na sua dimensão individual, pode produzir uma vivência mais qualificada da cidade, uma apropriação do espaço público mais efetiva por parte da população, bem como uma sensação de segurança maior.”. Talvez seja hora de você ver no Google Maps se o seu trajeto diário é pedalável.

Fonte: El Pais

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Dicas – Qual é a alimentação ideal antes, durante e depois do pedal?

Uma dúvida frequente de quem inicia no ciclismo, ou de alguém que quer aumentar sua performance, é qual tipo de alimentação seguir e o que comer antes, durante e depois do pedal. Veja abaixo algumas dicas!

Antes do treino: Considerando que a maioria de nós, ciclistas, quer aumentar o rendimento na pedalada e tem que treinar logo cedo, é crucial fazer uma alimentação com pelo menos 30 a 45 minutos de antecedência do treinamento, contendo preferencialmente carboidratos de fácil digestão na sua composição, ou seja, alimentos com índice glicêmico de alto a moderado, pois assim eles serão rapidamente digeridos, fornecendo a energia necessária para o esforço (exemplo: banana, granola, pão, tapioca, mel…).

É importante evitar alimentos gordurosos e com muitas fibras se o objetivo é se alimentar rapidamente pela manhã, pois eles retardam o processo digestivo, o que pode levar a uma queda na performance.

Se você não consegue se alimentar pela manhã por falta de apetite, tempo ou outro motivo, alguns suplementos como malto, palatinose ou gel de carboidrato, se ingeridos antes do esforço, talvez possam ajudar no fornecimento de energia para o treino.

Durante o treino: Muito utilizado entre os ciclistas e atletas de Endurance, os géis de carboidratos são uma das maiores fontes de suplementação durante o treino. Mas por que usamos eles e pelo o que podemos substituí-los?

Durante o treino, nosso organismo concentra o fluxo sanguíneo para áreas onde mais se necessita oxigênio e nutrientes, no caso dos ciclistas, será principalmente os músculos das pernas. Com esse “desvio” de fluxo sanguíneo, nosso intestino irá atuar de forma mais lenta e qualquer coisa de mais difícil digestão, como carboidratos complexos, gorduras e proteínas, poderão se tornar um problema durante os treinos intensos e longos. Portanto, a melhor maneira de manter o rendimento é ingerindo alimentos de fácil digestão e alto índice glicêmico, como por exemplo: bebidas isotônicas que auxiliam também na hidratação, frutas como banana e tâmara, géis de carboidrato, rapadura, bananadas e bebidas com adição de carboidratos, como o famoso Gatorade, malto e dextrose são bem-vindos.

Importante lembrar que a alimentação no treino depende do tipo e intensidade da mesma.

É importante manter-se hidratado durante todo o treino e não perder mais do que 2-3% do seu peso corporal através do suor, isso ajudará na sua recuperação.

Após o treino: Uma série de fatores irá dizer o que e quanto deve ser consumido após o treino. Os fatores principais são a intensidade e a duração do exercício.

Muito usado e comentado pelos atletas, os famosos Recovery e Whey Protein são os favoritos quando o assunto é recuperação. Mas por que utilizar esses produtos? Vamos usar como exemplo um treino de pelo menos 3 h e com uma intensidade moderada-alta. Após todo esse tempo de treinamento o corpo provavelmente vai esgotar todas as reservas de glicogênio disponível (hepática e muscular) e causar danos às fibras musculares. É aí que a chave para uma recuperação eficiente se encontra e onde é o melhor momento para se utilizar os suplementos citados acima, com a finalidade de começar o processo regenerativo do tecido muscular e recuperar os estoques de glicogênio o mais rápido possível, pois seu corpo estará implorando por energia. Os suplementos “Recovery” apresentam geralmente em sua composição uma proporção de 4 gramas de carboidrato para 1 grama de proteína (geralmente Whey Protein), por isso a nomenclatura 4:1,3:1,2:1, e também apresentam vitaminas, alguns minerais e podem conter glutamina, dependendo do produto.

Já o Whey Protein, se utilizado isoladamente sem carboidratos, não será uma boa opção se o objetivo for a recuperação energética e muscular. A dica é: combine a proteína com carboidratos das frutas ou, então, com dextrose ou malto. Também pode se optar por comida de verdade e usar tranquilamente tapioca com ovo, smoothies de frutas com Whey Protein, pães com laticínios, macarronadas, arroz, e uma infinidade de possibilidades.

Importante: a alimentação adequada não deve ser feita somente no pós-treino, e sim ser mantida ao longo de todo o dia, fornecendo a quantidade certa de proteínas e carboidratos.

Consulte um nutricionista para melhor orientá-lo de acordo com sua individualidade e objetivos.

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Qual o pneu ideal para sua bike?

Vamos dar algumas dicas para você não errar na escolha do pneu adequado ao seu tipo de pedal.

Flexíveis, as mountain bikes nos possibilitam encarar subidas, descidas, asfalto, terra, lama, pedras e muitos outros tipos de terrenos. Embora a bike se adapte bem a qualquer situação, existe um componente que faz toda a diferença para obter um melhor rendimento: os pneus. Com muitas formas, tamanhos e desenhos, eles são a única ligação do ciclista com o solo e por isso devem ser fruto de uma escolha criteriosa de acordo com suas possibilidades e objetivos no pedal. Confira algumas dicas:

LARGURA IDEAL

Pneus estreitos (1,8’’ a 2,1’’) têm menos aderência e flutuação sobre terrenos acidentados ou areia, conforto reduzido por conta do pequeno volume de ar e menor proteção contra danos nos aros e nas câmaras. O peso reduzido, no entanto, proporciona mais velocidade em acelerações, subidas, frenagens e mudanças de direção.

Os pneus médios (2,2’’ a 2,5’’) têm mais aderência, flutuação e maior proteção aos aros em casos de impacto com obstáculos pontiagudos. Contudo, são mais lentos.

Já os mais largos (2,5’’ ou mais) oferecem o máximo em aderência e flutuação, assim como muito conforto graças ao grande volume de ar. Em contrapartida, são bem mais pesados e lentos.

DESENHO DOS GOMOS

Um pneu que traz em sua banda de rodagem gomos grandes, levemente pontiagudos e distantes um dos outros foi projetado para oferecer tração na lama. Porém, se o objetivo é ser rápido na areia, opte por um pneu largo, com gomos baixos e próximos uns dos outros, que vai flutuar sobre a superfície. Já terrenos duros e compactos pedem um desenho agressivo, que apresente gomos bem pequenos e próximos uns aos outros.

DUREZA

Pneus cuja dureza da borracha é menor do que 50a apresentam muita aderência e velocidade, porém pecam na durabilidade. Já os que têm dureza próxima a 60a não são tão aderentes, mas acabam tendo menor resistência à rolagem. Agora, para obter o máximo em durabilidade, o ideal é escolher um pneu com dureza acima de 70a.

CARCAÇA

Via de regra, quanto maior for o TPI (threads per inch ou fios por polegada) da carcaça do pneu, mais macio, leve e rápido ele será. Porém, a resistência contra cortes acaba sendo menor. A quantidade de camadas antifuro também é importante. Quanto mais camadas, maior será a proteção, mas o pneu tende a ser mais pesado e desconfortável.

TIPO DE PEDAL

No cross country o peso baixo é fundamental, de modo que pneus mais finos e leves costumam apresentar um desempenho melhor. Em trilhas, opte por larguras entre 1,8” e 2,4”. Nas corridas, pneus mais estreitos que 2,0’’ costumam ser os mais indicados. Já o freeride e o downhill são modalidades que pedem aderência e resistência. Procure por pneus largos, cravudos e com borracha macia para obter mais tração nas curvas e terrenos acidentados. Para quem gosta de pedais mais longos, com ritmo mais moderado, o pneu ideal deve oferecer proteção antifuro e borracha mais dura para aumentar a durabilidade. A largura e o tipo dos cravos dependerão do terreno a ser explorado.

Fonte Revista VO2 Bike

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Dicas para pedalar bem no verão

Verão é sinônimo de muita agitação, festas, praia e ótimos dias para pedalar. Por isto devemos aproveitar ao máximo, pegando a bicicleta e saindo por aí, seja para trilhas, estradas ou parques.

Todo ciclista experiente sabe que para esta atividade é sempre bom pedalar no início da manhã ou no final da tarde. Até aí, nada de novo!

Com o calor e a exposição ao sol muitos pensam em vestir menos roupa, mas podem cometer um grande erro. Portanto escolha roupas que tenham cortes que se adequam ao seu corpo, que facilite os movimentos e aquelas confeccionadas com material que facilita a transpiração como o dryfit.

O uso de manguito também é recomendado, mas se você não aguenta mesmo, não se esqueça do protetor solar ele é um item indispensável, não dá para brincar com a pele, os riscos de insolação, queimaduras e câncer de pele são reais, então procure o melhor tipo de protetor solar para sua pele.

O ar seco, principalmente associado à poeira, causa ressecamento nos olhos, use óculos escuros. Algo que é incomodo para quem transpira nas mãos são as luvas, mas não se esqueçam delas, e é claro o mais importante, o capacete, proteção sempre.

Alimentação e Hidratação:

A alimentação não pode ser pesada, mas também não se deve sair de casa sem comer, a alimentação equilibrada, composta de carboidratos, proteínas e frutas é ideal, se o pedal for longo, leve também um lanche como barra de cereal ou proteína, carboidrato em gel, frutas desidratadas, só não vale ficar sem comer.

Com o sol forte e horas de pedal a sensação de tontura e cansaço pode ter nome: falta de comida e falta de água.

A hidratação começa antes, em casa com o hábito normal de ingerir líquido, mas durante o pedal precisamos ainda mais pelo esforço que realizamos e pela perca na transpiração, por isso não tem essa de não querer carregar caramanhola ou mochila de hidratação, no verão o desgaste é muito maior precisamos manter o corpo hidratado. Sobre a quantidade, ela varia de pessoa para pessoa, observe como seu corpo se comporta e na dúvida leve a mais nunca sabemos o que pode acontecer. Após o pedal isotônicos e sucos completam o processo, desidratação também pode ocorrer após a atividade física, o habito de beber água deve ser constante.

Seguindo essas orientações o pedal fica mais seguro. Aproveite!

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Dicas de segurança: Como andar de bicicleta no trânsito

Pedalar no trânsito parece impossível para muitos, principalmente para quem mora em cidade grande. Ciclistas têm feito uso das bikes não apenas por esporte e lazer, mas para ir e voltar do trabalho, da escola e se deslocar para diferentes pontos do perímetro urbano. Isso faz com que os carros e outros tipos de transportes tenham que aprender a conviver com as bicicletas no trânsito, sendo obrigados a uma verdadeira reeducação e organização democrática do espaço nas vias de locomoção. A segurança dos ciclistas é muitas vezes posta em risco e seu espaço assegurado, como as ciclovias, são muitas vezes usadas como estacionamento por motoristas egoístas e mal educados.

Precisamos nos atentar às leis de trânsito e as regras de convivência entre motoristas e ciclistas. Por isso, abaixo temos algumas dicas importantes para serem seguidas. Confira!

  • Use SEMPRE o capacete de proteção.
  • Coloque farol na bicicleta para quando for pedalar à noite.
  • Nunca pedale na contramão.
  • Evite trafegar junto aos ônibus e caminhões. Em ruas com paradas de ônibus não é recomendado ficar na pista da direita, mas na pista do meio ou na segunda pista da direita. Em cruzamentos e esquinas este também é o local mais seguro.
  • Não pedale em zigue zague, mas sempre em linha reta.
  • Não fixe o olhar em um único ponto, mantenha a visão do conjunto do trânsito.
  • Sempre sinalize com o braço direito as direções que for tomar, principalmente em cruzamentos e esquinas.
  • Use roupas claras ou chamativas, principalmente quando for pedalar a noite.
  • Não permanece espremido entre dois carros, ou pior ainda, entre ônibus!
  • Tome cuidado com a abertura das portas dos carros estacionados!
  • Evite pedalar em locais onde você não pode ser visto.
  • Evite pedalar junto ao meio-fio. Há o risco de colisões e quedas.
  • Procure ouvir o trânsito, como a aproximação de ônibus e caminhões.
  • Não fique o tempo todo olhando para trás, somente nos momentos de mudança de faixa e direção. Preocupe-se com o que está a frente!
  • Não pedale escutando música em fone de ouvido.
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Pedalar emagrece, melhora sono, aumenta imunidade e alivia o estresse

Está buscando uma nova atividade física para entrar em forma e ganhar condicionamento? Então apostar na pedalada com a bike pode ser uma ótima ideia.

Pensando nisso, apresentamos abaixo cinco motivos para você fazer da bicicleta uma grande companheira. Confira:

Pode ser uma ótima opção para emagrecer

Combinar pedaladas com uma dieta equilibrada pode auxiliar na perda de peso e na redução da gordura corporal. Uma pedalada de uma hora em ritmo moderado pode detonar 400 ou até 500 quilocalorias (kcal).

Pedalar pode estimular a produção de endorfina no seu organismo

Essa substância, entre outras funções, é uma das responsáveis pela sensação de bem-estar. Isso pode fazer a diferença quando o objetivo é aliviar o estresse do dia de trabalho.

Com a bike você pode fugir do trânsito

Além de poupar tempo para ir para o trabalho, por exemplo. Pedalar distâncias que podem ser percorridas em 20 ou 30 minutos, de uma maneira geral, é mais rápido do que ir de ônibus ou de carro. Mas é preciso ficar atento às normas de segurança para circular no meio do trânsito.

Uma pedalada logo pela manhã pode ajudar a melhorar o seu sono

Pesquisas sérias indicam que três pedaladas de meia hora na semana já podem ajudar quem tem problemas de insônia. A regularidade na bike fez com que o tempo necessário para que esses indivíduos adormecessem caísse pela metade. E o tempo de sono aumentou em quase uma hora.

Fonte: Eu Atleta